Entrada proporcional
35,3%
das candidaturas proporcionais são de mulheres
6.756 de 19.142 candidaturas
Fotografia da base de 17/08/2026
Dados parciais · Base do TSE · 17/08/2026Edição atual · Eleições 2026 · Brasil
Como gênero e raça marcam o caminho entre candidatura, competição eleitoral e poder — e quem controla cada etapa desse caminho?
Ilustração original gerada com inteligência artificial sob direção editorial.
A tese que investigamos
A hipótese desta edição é de distribuição, não de ausência: quanto mais concentrado o cargo, menor a presença de mulheres. É uma hipótese a testar etapa por etapa — registro, recursos, votos, cadeiras e comando. Cada etapa é contada sobre o seu próprio total.
2026 · fotografia em andamento
Tudo nesta parte da página é quem pediu registro para disputar 2026 — quem entrou na disputa. Não há resultado eleitoral aqui: a eleição acontece em novembro de 2026.
Entrada proporcional
35,3%
das candidaturas proporcionais são de mulheres
6.756 de 19.142 candidaturas
Fotografia da base de 17/08/2026
Comando majoritário
19,7%
das candidaturas majoritárias, de cargo único, são de mulheres
103 de 523 candidaturas
Fotografia da base de 17/08/2026
Território
39,2%
maior proporção de candidaturas femininas nas proporcionais entre as unidades da federação: SE
140 de 357 candidaturas em SE · composição das listas registradas, não desempenho eleitoral
Fotografia da base de 17/08/2026
Grade de estados · candidaturas proporcionais
SE
39,2%
140 de 357
GO
38,9%
328 de 843
AP
38,8%
109 de 281
RN
38,3%
101 de 264
AL
37,2%
92 de 247
SC
37,0%
236 de 637
AC
36,9%
125 de 339
MS
36,7%
137 de 373
CE
36,7%
242 de 659
DF
36,5%
213 de 584
RR
36,2%
125 de 345
PA
36,2%
242 de 668
AM
36,2%
152 de 420
PB
36,1%
142 de 393
TO
36,1%
109 de 302
PI
35,8%
110 de 307
MG
35,5%
617 de 1.737
MA
35,4%
196 de 553
RO
35,2%
135 de 384
MT
35,1%
140 de 399
BA
34,7%
402 de 1.159
PR
34,5%
352 de 1.020
PE
34,5%
311 de 902
RS
34,4%
342 de 995
ES
34,1%
183 de 537
RJ
33,3%
650 de 1.950
SP
33,2%
825 de 2.487
Universo: candidaturas proporcionais (Deputada Federal, Estadual e Distrital), contadas dentro de cada unidade da federação. Fonte: TSE · Candidaturas 2026 · fotografia da base de 17/08/2026. Percentual e tamanho da base devem ser lidos juntos: um estado com poucas candidaturas pode ter percentual alto com pouquíssimos casos absolutos. Limiar declarado: abaixo de 20 candidaturas o percentual não aparece — o absoluto continua à vista.
Dados de 17/08/2026.
Fonte: TSE · Candidaturas 2026 · ver o método
Eleições já encerradas · 2014 · 2018 · 2022
Aqui não se trata de 2026. São três eleições concluídas, com resultado publicado, que mostram o que acontece entre entrar na disputa e ocupar a cadeira.
Em 2022, mulheres foram 34,1% das candidaturas proporcionais e 17,7% das eleitas no 1º turno. Em 2026, são 35,3% das candidaturas proporcionais — a comparação possível é de entrada com entrada: um ciclo já terminou, o outro está começando.
Olho: Candidatar-se não é eleger-se.
2014
eleição encerradaMulheres nas candidaturas
31,5%
7.930 de 25.167 candidaturas
Cor/raça: candidatura
Mulheres eleitas
10,8%
170 de 1.572 eleitas
Cor/raça: eleição
2018
eleição encerradaMulheres nas candidaturas
32,0%
8.820 de 27.561 candidaturas
Cor/raça: candidatura
Mulheres eleitas
15,3%
240 de 1.572 eleitas
Cor/raça: eleição
2022
eleição encerradaMulheres nas candidaturas
34,1%
9.532 de 27.977 candidaturas
Cor/raça: candidatura
Mulheres eleitas
17,7%
267 de 1.512 eleitas
Cor/raça: eleição
2026
base em cursoMulheres nas candidaturas
35,3%
6.756 de 19.142 candidaturas
Mulheres eleitas
—
Eleição de novembro de 2026 ainda não ocorreu. Nenhum valor é projetado.
Em 2022, mulheres foram 34,1% das candidaturas proporcionais (9.532 de 27.977) e 17,7% das eleitas no 1º turno (267 de 1.512) — metade da participação fica no caminho.
O funil se repete nos três ciclos, apertando um pouco menos com o tempo — a queda passou de 21 pontos (2014) para 16 (2022). Avanço real, longe da paridade.
A urna não filtra por igual. Em 2022, entre as mulheres, a fatia parda caiu de 35,1% (3.341) na candidatura para 20,6% (55) na eleição e a preta caiu de 18,3% (1.745) para 13,9% (37), enquanto a branca subiu de 45,0% (4.287) para 62,9% (168). Indígenas (79 → 5) e amarelas (45 → 1) aparecem em números pequenos e devem ser lidas pelo absoluto.
Recorte: Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do DF — eleições proporcionais, 1º turno. Não inclui Senado, governos estaduais ou Presidência. Por isso os totais podem diferir de estatísticas do TSE que somam o Legislativo inteiro: aqui se conta a cadeira proporcional, não a suplência nem o Senado. Em 2022, as eleitas proporcionais somam 1.512 e não 1.572: o arquivo oficial não traz resultado para o Maranhão (60 cadeiras), lacuna da fonte que não é estimada aqui. Cada ano e cada etapa têm denominador próprio; percentuais não se somam. Cor/raça é autodeclarada, nas categorias do TSE, coletada desde 2014 — a qualidade do preenchimento varia entre ciclos e, em 2014, não há registros “não informado”. Categorias com poucas candidaturas ou eleitas devem ser lidas pelo número absoluto, não pelo percentual. Nenhuma categoria é omitida. 2026 é fotografia em andamento, sem eleição e sem recorte de raça publicado nesta peça. Fonte: TSE — candidatos e resultados 2014/2018/2022/2026.
Quantas candidaturas viraram cadeira
Cada taxa é calculada dentro do próprio grupo: eleitas mulheres sobre candidaturas de mulheres, eleitos homens sobre candidaturas de homens. É uma descrição do que a base registra — não mede qualidade de campanha, nem prova o que produziu a diferença.
| Ano | Taxa de eleição · mulheres | Taxa de eleição · homens |
|---|---|---|
| 2014 | Mulheres 2,1% 170 eleitas de 7.930 candidaturas | Homens 8,1% 1.402 eleitas de 17.237 candidaturas |
| 2018 | Mulheres 2,7% 240 eleitas de 8.820 candidaturas | Homens 7,1% 1.332 eleitas de 18.690 candidaturas |
| 2022 | Mulheres 2,8% 267 eleitas de 9.532 candidaturas | Homens 6,8% 1.245 eleitas de 18.422 candidaturas |
Fórmula: eleitas de um gênero ÷ candidaturas do mesmo gênero, no mesmo ano e universo × 100. Recorte: eleições proporcionais (Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e Câmara Legislativa do DF), resultado de 1º turno. Registros com gênero “não divulgável” (2018 e 2022) ficam fora das duas taxas, então os dois grupos não somam o total do ano. Cargos majoritários não entram: o universo é pequeno e parte deles é decidida em 2º turno. O arquivo oficial de 2022 não traz resultado para o Maranhão (60 cadeiras): as duas taxas do ano são calculadas sem essas cadeiras.
Fonte: TSE — candidatos e resultados 2014/2018/2022/2026
A segunda pergunta desta investigação
Até aqui a pergunta foi “quantas mulheres”. Ela é insuficiente: mulheres não formam um bloco homogêneo, e o caminho até o poder não é o mesmo para todas. A partir daqui a investigação passa a ter duas perguntas centrais, e a segunda é sobre cor/raça.
De um lado, as mulheres brasileiras no Censo de 2022. Do outro, as candidaturas de mulheres às proporcionais de 2026 (TSE). São contagens distintas, colocadas lado a lado para comparar tamanhos.
Olho: Pardas e brancas são quase do mesmo tamanho no país. Nas candidaturas, não são.
Cinco categorias, dois retratos
população feminina × candidatas 202646.390.000 · 44,4%
3.092 · 45,8%
46.820.000 · 44,8%
2.378 · 35,2%
10.136.500 · 9,7%
1.167 · 17,3%
627.000 · 0,6%
79 · 1,2%
418.000 · 0,4%
40 · 0,6%
Fato
No Censo de 2022, mulheres pardas e brancas têm quase o mesmo tamanho: 44,8% e 44,4% das brasileiras. Entre as candidaturas de mulheres às proporcionais de 2026, brancas são 45,8% e pardas 35,2%. A candidatura parda fica 9,6 p.p. abaixo do tamanho da população parda feminina. A candidatura preta aparece no sentido oposto: 17,3% das candidatas, contra 9,7% da população feminina. Os percentuais deste parágrafo e as barras acima vêm da mesma fonte: a fotografia vigente conferida.
Interpretação editorial
Olhar só o total esconde a questão. Somadas, pretas e pardas são a maioria das mulheres do país, e esse total apaga que os dois grupos aparecem em direções opostas na disputa. É por isso que aqui as categorias ficam separadas. A distância parda só fica visível quando o número da candidatura é colocado ao lado do da população.
Hipótese em investigação
Por que a candidatura parda fica abaixo do peso populacional, esta comparação não responde — declaração de cor/raça, seleção partidária e composição de listas são hipóteses a testar com outras fontes, nenhuma delas demonstrada aqui. Também não sabemos o que acontece depois: estar na lista não é receber recursos, tempo de televisão, voto ou cadeira. Esses dados de 2026 ainda não existem.
Denominadores: 6.756 candidaturas de mulheres nas eleições proporcionais de 2026 (lidas da fotografia vigente, conferida manualmente); população feminina 104,5 milhões (Censo 2022). Cor/raça autodeclarada, nas categorias do IBGE/TSE. Preta e parda são lidas separadamente; quando somadas como população negra, a soma é declarada. A comparação entre candidaturas (TSE proporcional 2026) e população feminina (Censo 2022) são dois retratos, cada um com seu denominador; leitura descritiva, não causal. Indígenas e amarelas: poucas candidaturas, ler pelo absoluto.
Quem são elas?
Gênero e raça são dimensões estruturantes da investigação, não filtros decorativos. Território, partido, cargo, recursos, votos, resultado e poder são as dimensões pelas quais investigamos essas perguntas.

Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Denominador: 6.756 candidaturas de mulheres neste universo
Presidência, governos estaduais e do Distrito Federal e Senado. Universo pequeno: leia em contagens absolutas.
Denominador: 103 candidaturas de mulheres neste universo
Categorias de cor/raça · Preservamos as categorias originais declaradas ao TSE — branca, preta, parda, amarela, indígena e não informado. Categoria de cor/raça não é o mesmo que pertencimento étnico indígena: a base registra uma autodeclaração de cor/raça e não substitui identificação étnica ou vínculo com povo indígena. Quando apresentamos uma leitura agregada, declaramos a agregação (“negra” = preta + parda) e mantemos as categorias originais visíveis.
Fonte: TSE · Candidaturas 2026 · fotografia da base de 17/08/2026 · ver o método
Dois universos
As regras não são as mesmas nos dois universos. Nas eleições proporcionais existe uma regra de composição de candidaturas por gênero, aplicada por partido ou . Nas majoritárias, em que cada partido lança um nome por cargo, essa regra não se aplica.
Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal.
com a regra de composição de 30%–70% por gênero
Presidência, governos estaduais e do Distrito Federal e Senado.
sem a regra de composição de 30%–70% por gênero
O funil
“Funil” aqui é o roteiro de perguntas que este observatório persegue — contexto, competição e poder —, não uma medição do que aconteceu em 2026. Cada etapa tem sua própria fonte e será publicada quando essa fonte existir.
Antes da disputa: quem é a população e quem é o eleitorado.
A disputa propriamente dita: entrar na lista não é o mesmo que ter condições de competir.
Ser eleita não é automaticamente ocupar poder institucional. Essa distinção é o coração da investigação.
Como sabemos?
Todo indicador aparece com fonte, universo, denominador, fórmula e data. Quando um dado ainda não existe, dizemos exatamente o que falta.
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